Conheça a Varroa Destructor

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Varroa destructor Anderson & Trueman, 2000, conhecido pelo nome comum de varroa, é um ácaro ectoparasita, pertencente à superordem Parasitiformes, que infesta colónias de abelhas das espécies Apis cerana e Apis mellifera, dizimando as colmeias[1] ao causar a doença chamada varroose ou varroatose.

Varroa destructor só pode reproduzir em uma colônia de abelhas. O ácaro adere ao corpo da abelha e enfraquece a abelha sugando a hemolinfa. Neste processo, os vírus de ARN tais como o vírus deformador da asa, dissemina entre as abelhas. Uma significativa infestação do ácaro levará à morte de uma colônia de abelhas, geralmente no final do outono até o começo da primavera.

O ácaro adulto é de cor marrom-avermelhada; tem forma de um botão plano; é 1-1.8 mm de comprimento e 1,5–2 mm de largura; e tem oito pernas.

Ácaros reproduzem em um ciclo de 10 dias. O ácaro fêmea entra em uma célula de cria abelhas. Assim que a célula é tapada, o ácaro Varroa deposita os ovos sobre a larva. Os jovens ácaros, normalmente várias fêmeas e um macho, eclodem em aproximadamente o mesmo tempo que o jovem abelha se desenvolve e deixar o célula com o hospedeiro. Quando a nova abelha emerge a partir da célula após pupação, os ácaros Varroa também deixam e se espalham para outras abelhas e larvas. O ácaro preferencialmente infesta células de zangões, permitindo que o ácaro se reproduza uma vez mais com o extra de três dias que leva um zangão para emergir contra o tempo de uma abelha operária.

Os adultos sugam o “sangue”(hemolinfa) das abelhas adultas para o sustento, deixando feridas abertas a transmissão de doenças e vírus. As abelhas adultas comprometidas são mais propensas a infecções. Com exceção de alguma resistência nas cepas e abelhas russas que a têm a higiene sensível a Varroa (cerca de 10% das colónias, naturalmente o têm), as abelhas-europeias(Apis mellifera) são quase completamente indefesas contra esses parasitas.

O profissional deve precocemente detectar a presença da varroa, inspecionando atentamente as melgueiras. “Muitos apicultores afirmam não terem sido infectados, mas muitas vezes eles não estão observando direito. Por isso é importante sempre visitar o apiário, monitorar e detectar”, ensina o pesquisador.

A praga se alastra facilmente, seja pelo contato entre abelhas nas caixas, seja pela convivência em flores. Quando uma colmeia inteira morre por varroa, geralmente fica mel nas melgueiras, atraindo novas abelhas que vêm “saquear” o mel, que logo também são contaminadas.

Para o pesquisador chileno Vincent Toledo, o primeiro passo é detectar a presença. Depois, mensurar se há muito ou pouco, vendo quantos ácaros há utilizando como amostra dez células do favo. Por fim, verificar o impacto na parte larval da colmeia e nas próprias abelhas, se elas estão morrendo ou reproduzindo abaixo do normal. “O responsável por esse controle deve ser o apicultor”, diz.

Mas é possível que as abelhas sobrevivam e até convivam com a varroa sem ter grandes perdas. O pesquisador Célio Hercílio da Silva dá dicas de como fortificar uma colmeia:

1-  Selecione abelhas rainhas higiênicas:
A característica de higiene da rainha é hereditária e passa para suas crias descendentes. É possível descobrir se a “matriarca” tem essas características. Deve-se separar cerca de 10 centímetros quadrados dos casulos onde estão as larvas e furá-los com uma agulha extra-fina. Após essa etapa, é preciso monitorar se as abelhas vêm limpar os casulos, retirando e descartando as larvas prejudicadas.

Se elas fizerem isso em até 10 horas após furar, são consideradas higiênicas e, por isso, mais fortes para lidar com doenças na colmeia;

2- Faça o manejo correto:
Alimente as abelhas com proteína e deixe um estoque de mel para que elas se fortaleçam;

3- Use apenas produtos permitidos
Há quatro opções orgânicas para o controle e redução da população de varroa. São eles o ácido oxálico, ácido fólico, timol e óleo essencial de eucalipto. “Nunca utilize químicos para controlar a praga, pois isso faz com que selecione os exemplares resistentes, tornando impossível o controle”, explica. Isso foi notado em diversos lugares como Argentina, Uruguai e Estados Unidos, que agora “se desesperam para achar outra forma de controle”.

FONTE:https://pt.wikipedia.org/wiki/Varroa_destructor

http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Criacao/noticia/2016/02/especialista-da-dicas-de-como-fortalecer-colmeia-contra-varroa.html

Nesse artigo, mostra o monitoramento e controle do ácaro Varroa destructor em colmeias
de abelhas Apis mellifera:http://www.epagri.sc.gov.br/wp-content/uploads/2013/10/cartilha_abelha_web.pdf

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